Letras e memória: impressões autobiográficas
O livro Letras e Memória: impressões autobiográficas atrai, exalta criatividade, faz o leitor compreender as dificuldades de ser historiador. Ter cuidado com regras acadêmicas não é tudo. Agitar é preciso. Não assuma metodologias antigas, com medo das críticas. O mundo tem seu tempo presente que retoma coisa do passado e balan- ça desejos. Como será o futuro? Os tropeços são constantes e a perfei- ção não atinge a convivência humana. Nunca seja um historiador que negue a nudez das suas reflexões. A Literatura inventa linguagem, assanha apatias, desperta memórias. Há quem a desconsidere. O livro polemiza com os chamados bem- -comportados. Os sonhos não se omitem e não temos uma ordem his- tórica eternizada. Lembrem-se do poeta que disse que há uma pedra no meio do caminho. SUMÁRIO / 9LETRAS E MEMÓRIA: IMPRESSÕES AUTOBIOGRÁFICAS Sintam que o texto que se apresenta não é final de tantas aventu- ras. Contar a História é vivê-la. Ontem, existia Homero, Tucídides, Maquiavel. Hoje, Deleuze, Baudrillard, Sartre... Portanto, reforce di- álogos, ironize, observe as contradições. Não seja mesquinho. Arris- que-se como os autores desta coletânea. Nada garante que os deuses estão dormindo. Não acredite em destinos. Tudo se movimenta e a improvisação não é uma fantasia qualquer. O livro não mumifica a Literatura, a Memória, a História, nem esconde suas brechas. É importante seu lançamento, para que sobre- vivam as reflexões que se largam do lugar comum. Só assim, pulamos abismos dos didatismos e enfatizamos a socialização dos conhecimentos.

